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Projeto de rastreamento do câncer colorretal chega a sua 16ª edição

O mês de junho marcará a 16.ª expedição do projeto "Quem procura, cura" que é promovido no município de Belterra, no Pará. A ação tem como objetivo fazer o rastreamento do câncer colorretal, doença que atinge um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. O programa conta com o apoio das empresas Boston Scientific e Fujinon, do Hospital Sírio-Libanês, da Prefeitura de Belterra e do Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém.

Desde 2014, cerca de 1600 pessoas já foram atendidas pelo projeto. Os exames realizados resultaram em 285 retiradas de pólipos por via endoscópica e em 15 cirurgias para dissecção de tumores, sendo nove de estômago e seis colorretais. Nesta nova etapa, a expectativa é beneficiar mais de 120 pessoas, entre 50 e 70 anos de idade, que deverão ser submetidas não só aos exames laboratoriais, mas também a endoscopia digestiva alta e colonoscopia.

Ao todo, a campanha promove seis expedições ao longo do ano. A edição que ocorre de 21 a 24 de junho será feita no Hospital Municipal de Belterra. No entanto, algumas delas ocorrem no navio-hospital Abaré, o que facilita o atendimento à população, uma vez que o município está localizado às margens do Rio Tapajós.

 A equipe da ação é formada por médicos voluntários, enfermeiros e agentes comunitários de saúde, além de estudantes de medicina. "É um grupo atuante, que busca levar ao mesmo tempo o serviço de saúde e compartilhar a informação relacionada à prevenção e tratamento de uma doença que é estigmatizada, mas que possui alto índice de cura se for identificada em fase inicial", ressalta Marcelo Averbach, coloproctologista do Hospital Sírio-Libanês e idealizador do projeto.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) mais de 34 mil pessoas desenvolveram este tipo de câncer em 2016.

A campanha "Quem procura, cura" é realizada desde 2014 e oferece exames laboratoriais para detecção de parasitas e sangue nas fezes, além de endoscopia digestiva alta e colonoscopia. Nos casos de retirada de pólipos, o material coletado é enviado para análise no Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Outras três expedições estão previstas para 2017. "Esta ação não beneficia apenas os pacientes. Em paralelo, estamos fazendo estudos que nos permitam analisar o custo-efetividade do rastreamento primário do câncer colorretal", finaliza Averbach.