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A.C.Camargo Cancer Center recebe a primeira edição das Américas de Congresso anual de Cirurgia Robótica e Endoscópica de Cabeça e Pescoço

Em sua terceira edição, sendo a primeira no continente americano, Congresso que discute os avanços da cirurgia robótica e endoscópica abordará nos dias 30 e 31 de agosto, em São Paulo, as novas técnicas que permitem operar tumores na cabeça e pescoço sem deixar cicatriz ou com cicatriz não visível. Nos anos anteriores, o evento aconteceu na Suíça e na Coreia do Sul

O câncer de Cabeça e Pescoço é um agrupamento de doenças que acometem órgãos como lábios, boca, nariz, garganta, laringe, faringe, glândula tireóide, dentre outros. Em comum, além da necessidade de eliminar a doença, há também o impacto social e estético, podendo afetar a qualidade de vida dos pacientes. O procedimento mais adotado é a cirurgia, que, principalmente quando a doença é mais avançada, pode deixar mutilações visíveis, além de, dependendo do local operado, podendo afetar a fala e causar disfagia (dificuldade de engolir). Como fator complicador, segundo a Organização Mundial da Saúde, menos de 30% dos mais de 300 mil novos casos anuais de câncer de cavidade oral são diagnosticados precocemente.

Em meio a esse cenário, estão sendo introduzidas na rotina clínica, técnicas de cirurgia minimamente invasivas que oferecem eficácia similar em controle de doença quando comparados com as técnicas convencionais, mas com o diferencial de deixar cicatriz pequena e em local não visível ou, até mesmo, de não deixar cicatriz. Essas novas modalidades cirúrgicas serão abordadas no 3º Congresso da Associação Internacional de Cirurgia Robótica e Endoscópica de Cabeça e Pescoço (IGReHNS), evento que acontecerá, pela primeira vez no continente americano, nos dias 30 e 31 de agosto, no Auditório do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. As edições anteriores foram realizadas em Lausanne, na Suíça, e em Seul, na Coreia do Sul.

Reunindo os maiores expoentes mundiais em cirurgia de Cabeça e Pescoço, o evento apresentará os mais recentes resultados e o que é há de mais atual no “estado da arte” das cirurgias robóticas e laparoscópicas por via transoral. São técnicas que permitem acessar o órgão doente pela boca, sendo assim um procedimento que não deixa cicatriz aparente.

Dentre as principais indicações de cirurgia robótica minimamente invasivas estão pacientes jovens que são diagnosticadas com tumores na tireóide e amigdala. Além de poderem ser candidatos à tireoidectomia e amigdalectomia transoral, outra possibilidade, de acordo com a extensão da doença, é a tireoidectomia e o esvaziamento cervical com acesso retroauricular (por trás da orelha), necessitando de uma pequena incisão, que deixa cicatriz pouco visível.

De acordo com o cirurgião oncologista e diretor de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do A.C.Camargo Cancer Center, Luiz Paulo Kowalski, que preside o Congresso, tão importante quanto retirar o tumor, é proporcionar ao paciente mais qualidade de vida. “É crescente a inovação nas técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. Com isso, estamos sendo capazes de chegar a regiões que antes eram inoperáveis e, acima de tudo, com pouca ou nenhuma mutilação”, explica Kowalski.

Além de Luiz Paulo Kowalski, o comitê científico do Congresso é composto pelos cirurgiões Chris Holsinger, professor e diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Stanford University; Kyung Tae, professor do Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da University of Seoul e diretor do Hanyang University Hospital Cancer Center; Yoo Woo Koh, professor do Departamento de Otorrinolaringologia do Yonsei University College of Medicine e o cirurgião oncologista do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, do A.C.Camargo, Renan Lira, um dos pioneiros no Brasil no emprego das cirurgias com acesso pela boca e por trás da orelha.

No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cavidade oral é o quinto mais comum entre os homens, com 11,2 mil novos casos previstos para 2018. Entre as mulheres, o câncer de tireóide é o quinto mais comum, com previsão de 8 mil novos casos serem diagnosticados esse ano.

SERVIÇO

3rd CONGRESS OF IGReHNS

Local: A.C.Camargo Cancer Center

Endereço: Auditório do A.C.Camargo, na Rua Tamandaré, 764, Liberdade, São Paulo-SP

Mais informações: https://inevent.us/en/3CongressofIGReHNS/IGReHNS/hotsite.php