A.C.Camargo Cancer Center alcança duas mil cirurgias robóticas no tratamento de diferentes tumores

A cirurgia robótica para o tratamento do câncer reduz mutilações, traz mais conforto, cicatrizes menores, menos chance de necessitar de transfusão sanguínea ou UTI e tem eficácia terapêutica equivalente à cirurgia aberta, além de permitir retorno dos pacientes às suas atividades habituais mais precocemente.

Esta é uma das constatações dos especialistas do A.C.Camargo Cancer Center, que esta semana alcançou a marca de duas mil cirurgias realizadas em cinco anos, com a diversidade de aplicação como diferencial. “Além das cirurgias já realizadas com grande frequência em todo o mundo, como as cirurgias para os cânceres de próstata ou de rim, podemos empregar a cirurgia robótica em pacientes com tumores diversos, inclusive em situações onde era mais complexo realizar a cirurgia pelas vias convencionais”, diz Stenio Zequi, cirurgião oncológico e coordenador do Programa de Cirurgia Robótica da Instituição. As pinças robóticas permitem acessar regiões estreitas e proporciona angulações difíceis de obter com a mão humana.

É o caso de cirurgias de cabeça e pescoço, área em que o A.C.Camargo é pioneiro na América Latina e referência mundial. “Podemos alcançar tumores da faringe e laringe, de forma mais direta e menos invasiva, resultando em melhores resultados oncológicos e funcionais. Além disso, podemos também realizar cirurgias de pescoço, como esvaziamentos cervicais e tireoidectomias, sem deixar as conhecidas cicatrizes visíveis nesta região”, diz Renan Bezerra Lira, cirurgião oncológico do Núcleo de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Instituição.

Em tumores de cólon (intestino grosso), “é melhor alternativa para pacientes com sobrepeso de ambos os sexos e para os homens em geral”, explica Samuel Aguiar Jr, cirurgião oncológico e Líder do Núcleo de Tumores Colorretais. Na cirurgia torácica, a robótica pode ser utilizada para ressecções pulmonares e mediastinais. “É uma técnica minimamente invasiva que proporciona recuperação pós-operatória mais rápida e com menos desconforto para os pacientes”, afirma Jefferson Luiz Gross, cirurgião oncológico e Líder do Núcleo de Pulmão e Tórax.

Na Pediatria, o A.C.Camargo é também pioneiro no Brasil: “Fizemos a retirada da próstata em um menino e a extração do rim em duas crianças, todos os procedimentos realizados como parte fundamental do tratamento de crianças portadoras de câncer. Essas técnicas já são aplicadas com igual sucesso em adultos”, disse Maria Lúcia de Pinho Apezzato, cirurgiã oncológica e Líder do Núcleo de Cirurgia Pediátrica. Além de menor tempo de internação, com o emprego da técnica, são esperados menos efeitos adversos tanto para crianças quanto para adultos.

Entre as duas mil cirurgias robóticas realizadas as mais frequentes são próstata, coloprocto, cabeça e pescoço e ginecológicas.

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