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Brasil registra dobro de mortes por gripe neste ano

O Brasil registrou neste ano 446 mortes provocadas pela gripe, mais do que o dobro observado em 2017 (204 óbitos). A expansão também fica evidente no número de casos. Até agora são 2.715, bem mais do que o registrado no mesmo período do ano passado: 1.227. Como resposta, o governo voltou a prorrogar a campanha nacional de vacinação e já estuda outras opções para ampliar a imunização.

A maior parte dos óbitos por complicação de gripe está associada ao vírus H1N1. Foram 284. Em seguida, vem o H3N2, subtipo de vírus que provocou um aumento importante de casos da doença no Hemisfério Norte no último inverno. Ao todo, foram 563 casos e 87 mortes.

Diante das baixas coberturas, sobretudo entre gestantes e crianças com menos de 5 anos, o Ministério da Saúde prorrogou até o dia 22 a Campanha de Vacinação contra Gripe. Desde o dia 23 de abril, quando a iniciativa teve início, foi imunizado o equivalente a 77,6% da população prioritária. A expectativa da pasta é de que, com a prorrogação, mais 11,8 milhões de pessoas sejam vacinadas. Terminado o prazo, a partir de 25 de julho, caso haja disponibilidade, a vacina poderá ser tomada por pessoas de 50 a 59 anos e crianças de 5 a 9 anos.

A baixa adesão de crianças é mais preocupante no Sudeste. Menos de 50% foram imunizadas. “O ideal é que tenhamos 100% desse público-alvo. Trabalhamos para isso”, disse a coordenadora do Programa de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Há tempos o Ministério da Saúde nota uma redução expressiva nas adesões. “Isso em parte é fruto do próprio sucesso do programa de imunização. Com a melhora histórica das coberturas, doenças preveníveis se tornam menos comum e pais podem imaginar que o perigo já passou”, afirma Carla.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou ser necessário fazer uma avaliação das experiências de vacinação bemsucedidas no País e colocá-las em prática. Entre as propostas citadas por ele está a adoção de campanhas de vacinação em creches, onde a regra é vacinar todos. “Isso já é feito em alguns municípios do País”, afirmou o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde, Mauro Junqueira.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Data: 19/06/2018