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Aplicação de regra para agilizar importação de remédios falha

Uma medida publicada pela Anvisa (vigilância sanitária) para tentar agilizar a importação de medicamentos e produtos submetidos à inspeção tem causado atrasos, segundo entidades do setor de saúde.

Entre as mudanças instituídas estão a redução da burocracia e do número de documentos para que uma carga seja desembaraçada.

Em alguns casos, liberações que levavam 10 dias passaram a demorar 30, segundo entidade - Lucas Lacaz Ruiz - 11.abr.17/Folhapress

Em alguns casos, porém, liberações que levavam 10 dias passaram a demorar 30, de acordo com a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

“A resolução será ótima quando conseguirem implantar tudo, mas ela ainda depende de várias adaptações, principalmente nos sistemas que liberam as importações”, diz Pedro Bernardo, presidente-executivo da entidade.

Além de atrapalhar o planejamento, os atrasos exigem que companhias armazenem produtos por mais tempo, o que aumenta os custos, sobretudo com medicamentos biológicos, que requerem cuidados especiais, afirma.

“No caso específico de medicina diagnóstica, passou a ser necessário colocar na licença a data de fabricação e o prazo de validade”, diz Carlos Eduardo Gouvêa, presidente-executivo da CBDL (do setor).

O segmento costuma importar kits com vários medicamentos e reagentes. Cada componente tem um prazo distinto, e o sistema passou a classificar as diferenças como inconsistências, mesmo que não haja irregularidades.

“Chegamos a ter destruição e interdição de cargas. A situação foi amenizada, agora só estão sendo feitas muitas exigências, o que aumenta o prazo de armazenagem.”

As entidades afirmam que têm dialogado com a agência e preveem um desfecho positivo. Procurada, a Anvisa não se manifestou.

Fonte: Folha de S. Paulo
Data: 12/07/2018