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Preparação da pele cirúrgica é tema de Café da Manhã


A esterilização bem-feita da pele em que será realizada uma incisão cirúrgica é fundamental para evitar infecções e melhorar o desfecho dos pacientes: esse foi o tema do Café da Manhã realizado pela Anahp, em parceria com a 3M, na última terça-feira (24).

Segundo Elenice Kocssis, enfermeira, mestre em Ciências Biomédicas e Gerente de Assuntos Científicos e Educacionais da 3M para a América Latina, a redução da carga microbiana poderia reduzir o alto índice de infecções cirúrgicas mundialmente, que afetam de 2% a 5% de todos os pacientes. Além disso, aumentam de 2 a 11 vezes o risco de mortalidade dos pacientes, além causar danos sociais às famílias envolvidas.

“A pele é uma barreira protetora, mas também a causa mais comum de infecção no sítio cirúrgico: 80% dos microrganismos provem de células da epiderme”, disse a profissional. “O risco do paciente contrair infecção está ligada a carga microbiana e a virulência, as variáveis do processo, divididas pela resistência do hospedeiro.”

Assim, ressaltou Kocssis, é preciso diminuir a carga microbiana e a virulência, uma vez que não é possível fazer grandes intervenções médicas a favor da resistência do paciente. Nas variáveis do processo, pelo contrário, há muito o que fazer: a higiene de mãos, profilaxia antibiótica, roupas cirúrgicas etc. O objetivo é estabelecer protocolos bem desenhados para diminuição da carga microbiana sobre a pele.

E há muitas variáveis tanto quanto ao tipo de antisséptico como a forma de aplicá-los. Há antissépticos específicos para redução imediata ou de longo prazo dos micróbios. Álcool, iodo e gluconato de clorohexedina são os mais utilizados, além das combinações entre eles e outras substâncias. São fatores para considerar na hora da aplicação: tamanho da pele, tempo de procedimento, região do corpo, áreas secas ou úmidas etc, de acordo com as instruções do fabricante do antisséptico.

“Não existe um antisséptico sozinho que satisfaça todas as necessidades de uma preparação cirúrgica”, lembrou a enfermeira.